O presidente da França, Emmanuel Macron, lamentou neste domingo (28) a morte da atriz francesa Brigitte Bardot, aos 91 anos, e prestou uma homenagem pública destacando o papel histórico e simbólico da artista para o país e para o mundo.
Em publicação nas redes sociais, Macron afirmou que Bardot “personificava uma vida de liberdade” e ressaltou a força de sua trajetória artística e pessoal. O presidente destacou não apenas a carreira no cinema, mas também a dimensão cultural e humana da atriz, que se tornou um dos maiores ícones franceses do século XX.
“Seus filmes, sua voz, sua fama deslumbrante, suas iniciais, suas tristezas, sua generosa paixão pelos animais, seu rosto que se tornou Marianne — Brigitte Bardot personificava uma vida de liberdade. Uma existência francesa, um brilho universal. Ela nos tocou. Lamentamos a perda de uma lenda do século”, escreveu Macron na rede X.
A menção ao rosto de Bardot como Marianne faz referência ao símbolo da República Francesa, frequentemente associado a ideais de liberdade e cidadania, imagem que a atriz ajudou a consolidar ao longo de sua carreira e de sua vida pública. Bardot também foi lembrada pelo engajamento intenso na defesa da causa animal, à qual se dedicou após abandonar o cinema no auge da fama.
Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a causa da morte da atriz. A notícia do falecimento foi confirmada mais cedo pela fundação que leva o nome de Brigitte Bardot, que destacou seu legado artístico e seu trabalho incansável em defesa dos animais.
A morte de Bardot provocou comoção na França e no exterior, com manifestações de pesar de autoridades, artistas e admiradores. Para muitos franceses, como ressaltou o próprio presidente, ela representou mais do que uma estrela do cinema: foi a personificação de uma era, de um espírito livre e de uma identidade cultural que ultrapassou fronteiras.
