O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou nesta segunda-feira (29), em Brasília, que a empresa não trabalha com a hipótese de privatização, mas estuda diferentes modelos de parcerias para garantir o futuro da estatal. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa para apresentação do plano de reestruturação dos Correios.
Segundo Rondon, a companhia contratou uma consultoria externa para avaliar alternativas estratégicas, incluindo possíveis arranjos societários. O objetivo é identificar modelos que se adaptem à realidade da empresa, sem abrir mão do controle estatal. A consultoria também dará suporte técnico em temas sensíveis, como o tratamento de precatórios e outros passivos que pressionam o caixa da companhia.
– Hoje não tem o olhar sobre privatização, mas tem o olhar sobre parcerias, inclusive societárias. Existem exemplos de sociedades de economia mista que funcionam, assim como parcerias específicas para temas relevantes, como negócios financeiros e seguridade – afirmou o presidente da estatal.
Rondon destacou que a expectativa é receber estudos que apresentem soluções compatíveis com o cenário atual dos Correios e com as necessidades de modernização da empresa. Para ele, a busca por parcerias não representa um afastamento do papel público da estatal, mas uma tentativa de torná-la mais eficiente e sustentável.
O presidente explicou ainda que o plano de reestruturação está organizado em três etapas. As duas primeiras são voltadas à recuperação de caixa e à reorganização interna, com foco na redução de despesas e no equilíbrio financeiro. Já a terceira fase deverá priorizar crescimento e modernização, com mudanças no modelo de negócios da empresa.
De acordo com Rondon, essa última etapa será fundamental para assegurar a sustentabilidade dos Correios no médio e longo prazo, permitindo que a estatal continue prestando serviços em todo o país, ao mesmo tempo em que se adapta às novas dinâmicas do mercado logístico e de encomendas.
