O setor público consolidado registrou déficit nominal de R$ 101,637 bilhões em novembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo Banco Central. O resultado representa um aumento expressivo em relação ao mês de outubro, quando o rombo foi de R$ 81,522 bilhões. Em novembro de 2024, o déficit nominal havia sido de R$ 99,079 bilhões.
Com o desempenho de novembro, o déficit nominal do setor público alcançou R$ 947,073 bilhões no acumulado de 2025, o equivalente a 8,13% do Produto Interno Bruto (PIB). No recorte de 12 meses, o rombo chega a R$ 1,027 trilhão, mantendo a mesma proporção de 8,13% do PIB, o que evidencia a persistência do desequilíbrio fiscal.
O resultado nominal reflete a diferença entre todas as receitas e despesas do setor público, incluindo o pagamento dos juros da dívida pública, sendo um dos principais indicadores de pressão sobre as contas do Brasil.
De acordo com o Banco Central, o maior impacto negativo em novembro veio do governo central, que apresentou déficit nominal de R$ 92,990 bilhões. Já os governos regionais — estados e municípios — registraram saldo negativo de R$ 5,340 bilhões, enquanto as empresas estatais tiveram déficit de R$ 3,307 bilhões no mesmo período.
Os números reforçam o cenário de forte deterioração fiscal ao longo do ano e ampliam o debate sobre a sustentabilidade das contas públicas e a necessidade de medidas de ajuste para conter o avanço do endividamento.
*Com informações da Agência AE
