O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que não está preocupado com eventuais declarações que Nicolás Maduro possa fazer às autoridades dos Estados Unidos. A declaração foi feita após o anúncio da captura do líder venezuelano e da primeira-dama, Cilia Flores, durante uma operação conduzida por forças especiais americanas em Caracas e outras cidades do país.
“Não estou preocupado de forma alguma”, escreveu Petro em uma publicação na rede social X, ao responder a um comentário do jornalista Hassan Nassar. O comunicador havia sugerido que o presidente colombiano deveria temer o que Maduro poderia revelar nos Estados Unidos, referindo-se ao venezuelano como chefe do chamado “Cartel dos Sóis”.
O episódio ganhou repercussão internacional depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou publicamente a operação e classificou a ação militar como “brilhante”. Segundo Trump, a captura representa um avanço significativo na ofensiva americana contra o narcotráfico e organizações criminosas na região.
A reação de Petro ocorre em meio a um período de tensões diplomáticas entre Bogotá e Washington. Nos últimos meses, o presidente colombiano trocou críticas com Trump em razão da política antidrogas dos EUA no Caribe e na América do Sul. Em setembro, o governo americano retirou a Colômbia da lista de países que cooperam plenamente no combate às drogas, medida que agravou o desgaste entre os dois governos.
Além disso, Petro afirmou que foi alvo de sanções americanas, tendo sido incluído na chamada Lista Clinton, após acusações de envolvimento com o narcotráfico, alegações que ele nega. Em resposta, o presidente colombiano declarou que não tem nada a esconder e que, ao longo de mais de uma década, dedicou-se a investigar e denunciar publicamente as relações entre políticos influentes e grupos armados ligados ao tráfico de drogas.
Para Petro, eventuais declarações de Maduro não representam ameaça à sua imagem ou trajetória política. Segundo ele, seu histórico é de enfrentamento direto às estruturas do narcotráfico e de exposição das conexões entre crime organizado e poder político na região.
*Com informações da Agência EFE
