A China expressou neste domingo (4) “grave preocupação” com a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por parte dos Estados Unidos. Em comunicado oficial, o governo chinês pediu a “libertação imediata” do casal e defendeu que a crise seja resolvida por meio de “diálogo e negociação”.
A manifestação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores da China, que criticou duramente a atuação de Washington. Segundo Pequim, os Estados Unidos “se apoderaram pela força” de Maduro e de sua esposa, transferindo-os para fora do território venezuelano.
De acordo com o porta-voz da chancelaria chinesa, as ações americanas “violam claramente o direito internacional e as normas básicas que regem as relações internacionais”, além de representarem uma afronta direta à soberania da Venezuela.
No comunicado publicado no site oficial do ministério, a China instou os Estados Unidos a garantirem a segurança pessoal de Maduro e Flores, a libertá-los imediatamente e a cessarem qualquer iniciativa que, segundo Pequim, “mine o governo venezuelano”. O texto também reforça a defesa de uma solução política construída por meio do diálogo e da negociação, sem anunciar, até o momento, medidas concretas de retaliação.
A nota foi divulgada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que Maduro e Cilia Flores foram capturados em Caracas e levados para território americano. O líder venezuelano passou a primeira noite detido no Metropolitan Detention Center (MDC), no Brooklyn.
Em Caracas, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assumisse interinamente a chefia do Executivo. A decisão ocorreu em meio à escalada da crise política e institucional no país.
A China mantém uma relação diplomática e econômica estreita com a Venezuela, fortalecida especialmente durante os mandatos do presidente chinês Xi Jinping. Pequim é um dos principais aliados internacionais do chavismo e tem interesses estratégicos no setor energético venezuelano.
Nas últimas horas, antes de se posicionar politicamente sobre o episódio, o governo chinês já havia emitido um alerta consular recomendando que seus cidadãos evitem viagens à Venezuela diante da deterioração do quadro de segurança no país.
*Com informações da Agência EFE
