O pastor Silas Malafaia usou as redes sociais nesta segunda-feira (12) para responder às críticas que vinha recebendo por não visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Em tom contundente, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo afirmou que está impedido de manter qualquer contato com Bolsonaro por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na publicação, Malafaia direcionou suas palavras a pessoas que, segundo ele, estariam espalhando desinformação dentro do meio evangélico. O pastor declarou que responde a medidas cautelares impostas pelo STF, as quais classificou como abusivas, e afirmou estar incluído em um inquérito que considera fruto de perseguição política. Entre as restrições, segundo ele, estão a apreensão de seu passaporte e de materiais teológicos, além da proibição de se comunicar não apenas com Jair Bolsonaro, mas também com Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo.
O líder religioso afirmou que as críticas ignoram essas determinações judiciais e pediu que seus opositores busquem informações antes de fazer acusações públicas. O desabafo ocorreu em meio à repercussão da prisão do ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e três meses pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado com violência e grave ameaça, além de deterioração de patrimônio tombado.
Bolsonaro nega as acusações e sustenta que é alvo de perseguição política. O caso segue gerando forte repercussão entre aliados, críticos e lideranças religiosas, ampliando o debate sobre as decisões judiciais e seus impactos no campo político e ideológico do país.

