Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Vladimir Putin conversaram na manhã desta quarta-feira (14) por telefone sobre a crise na Venezuela, em um gesto diplomático que reforça a articulação internacional diante da situação política no país vizinho. A iniciativa da ligação partiu do Palácio do Planalto e foi confirmada tanto pelo Kremlin quanto pelo Itamaraty em comunicados oficiais.
Segundo o comunicado divulgado por Moscou, Lula e Putin destacaram a importância da soberania estatal e dos interesses nacionais da República Bolivariana da Venezuela, enfatizando uma convergência de posições entre Brasil e Rússia sobre a questão. A conversa também abordou a necessidade de reduzir tensões na América Latina e em outras regiões, com a possível coordenação de esforços por meio de organismos multilaterais como as Nações Unidas e o Brics.
O telefonema ocorre em meio à intensificação dos debates internacionais sobre a Venezuela, que vive um período de forte instabilidade desde que o então presidente Nicolás Maduro foi detido por forças internacionais após uma ação militar que ganhou repercussão global. Autoridades brasileiras classificaram essa operação como um ataque à soberania venezuelana, termo que tem sido repetido em diversas instâncias diplomáticas nos últimos dias.
Lula e Putin também abordaram temas relacionados à cooperação bilateral e à agenda internacional em comum, destacando a importância de manter diálogo constante para enfrentar desafios geopolíticos compartilhados. Esta foi a primeira conversa entre os dois líderes em 2026 e integra uma série de contatos que o presidente brasileiro vem mantendo com líderes de diferentes países para debater a crise no país vizinho, reafirmando o papel do Brasil como interlocutor ativo em fóruns multilaterais e regionais.
A troca de visões sobre a Venezuela pode influenciar as próximas decisões de política externa e diplomacia internacional, em um momento em que a estabilidade regional e o respeito às normas internacionais ganham destaque nas discussões entre grandes potências e governantes globais.
