O presidente da Rússia, Vladimir Putin, recebeu um convite formal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o Conselho da Paz que deverá supervisionar a formação do novo governo da Faixa de Gaza. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (19) pelo Kremlin, que afirmou estar analisando os termos da proposta enviada por canais diplomáticos.
Em declaração à imprensa, o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, disse que Moscou estuda cuidadosamente todos os detalhes do convite e demonstrou confiança de que eventuais dúvidas serão esclarecidas nos próximos contatos com autoridades americanas. No mesmo dia, Putin convocou uma reunião do Conselho de Segurança da Rússia, embora a pauta do encontro não tenha sido divulgada.
O novo Conselho da Paz será presidido por Donald Trump e contará com uma junta executiva composta por nomes de peso da política e do mercado internacional. Entre eles estão o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio; o enviado especial para Gaza, Steve Witkoff; Jared Kushner, genro do presidente americano; o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; o executivo Marc Rowan, da Apollo Global Management; o assessor Roberto Gabriel; e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. Além disso, Trump convidou líderes de diversos países para integrar o órgão como membros fundadores, incluindo o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, além de chefes de Estado da Argentina, Paraguai, Turquia e Egito, o rei da Jordânia e o primeiro-ministro do Canadá.
A definição da estrutura do conselho ocorre após a Casa Branca anunciar a segunda fase do plano de paz de Trump para Gaza. Essa etapa prevê a instalação de um governo formado por tecnocratas na Faixa e o desarmamento do grupo Hamas, considerado organização terrorista pelos Estados Unidos e outros países.
O governo americano também informou que novas informações sobre a Força Internacional de Estabilização, um contingente sob a égide da ONU que deverá atuar na segurança e na desmilitarização de Gaza, serão divulgadas durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Trump participa do evento nesta semana, onde deve detalhar os próximos passos de uma iniciativa que já provoca repercussões diplomáticas globais e amplia o debate sobre o futuro político e de segurança da região.
