O deputado estadual e presO deputado estadual e presidente do PSB em Pernambuco, Sileno Guedes, afirmou que a entrada do prefeito do Recife, João Campos, na disputa pelo Governo do Estado é um caminho sem volta. Para o dirigente socialista, há uma expectativa clara da sociedade pernambucana para que o gestor coloque oficialmente seu nome na corrida eleitoral deste ano, atendendo tanto ao desejo do partido quanto ao sentimento expresso nas pesquisas.
Em entrevista à Rádio Cultura do Nordeste, nesta quarta-feira (4), Guedes foi direto ao classificar João Campos como o pré-candidato do PSB. Segundo ele, a vontade da militância se soma aos levantamentos de opinião pública, que indicariam o desejo da população de Pernambuco por uma candidatura do atual prefeito da capital. Na avaliação do parlamentar, esse cenário consolida a posição de Campos como principal nome do partido para a sucessão estadual.
O presidente do PSB também comentou a disputa interna em torno das duas vagas ao Senado na futura chapa da Frente Popular, tratando o assunto como um “bom problema”. Hoje, os espaços são almejados pelo senador Humberto Costa, do PT; pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, do Republicanos; pelo ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, do União Brasil; e pela ex-deputada federal Marília Arraes, do Solidariedade.
Para Sileno Guedes, o desafio maior está do lado da oposição, que, segundo ele, enfrenta dificuldades para definir nomes competitivos. O dirigente demonstrou confiança na capacidade de João Campos de conduzir as negociações e montar uma chapa equilibrada, capaz de representar a diversidade política e regional de Pernambuco, além de contemplar os aliados da Frente Popular, independentemente dos nomes escolhidos.
Guedes também destacou o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como peça-chave no processo de articulação da chapa majoritária. Na visão do deputado, a liderança de Lula será fundamental para dar coesão ao projeto político e fortalecer a aliança em torno da candidatura ao governo estadual, num cenário que já começa a redesenhar o tabuleiro eleitoral de Pernambuco.
