O show do intervalo do Super Bowl voltou a ultrapassar os limites do entretenimento esportivo e entrou no campo das declarações públicas de impacto. Na noite de domingo, 8, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou sua rede social, a Truth Social, para criticar duramente a apresentação de Bad Bunny, marcada por referências à repressão contra imigrantes e pelo uso predominante do espanhol diante de uma audiência global.
Sem poupar palavras, Trump classificou o espetáculo como “absolutamente terrível” e afirmou que a performance não fazia sentido. Segundo ele, o show teria sido um “insulto à Grandeza da América” e não refletiria aquilo que chamou de padrões de sucesso, criatividade ou excelência do país. O presidente também ironizou o fato de o cantor porto-riquenho ter se comunicado majoritariamente em espanhol, dizendo que “ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo”, além de considerar a apresentação um “tapa na cara” dos Estados Unidos.
As críticas não se limitaram ao artista. Trump também direcionou ataques à imprensa, que elogiou o show, e à Liga Nacional de Futebol (NFL), responsabilizando a organização pela escolha e promoção da atração musical em um dos eventos mais assistidos do mundo. As declarações ampliaram a repercussão do intervalo do Super Bowl, que já vinha sendo comentado tanto pelo teor artístico quanto pelas mensagens implícitas levadas ao palco.
Em meio às críticas culturais, o presidente ainda usou suas publicações para mudar de assunto e projetar otimismo econômico. Em outra mensagem, Trump afirmou acreditar que o índice Dow Jones poderá alcançar a marca histórica de 100 mil pontos, atribuindo essa expectativa à política tarifária que vem sendo adotada desde o ano passado.
As reações ao posicionamento do presidente dividiram opiniões nas redes sociais e mantiveram o show do Super Bowl no centro do debate público mesmo após o apito final, reforçando como o evento segue sendo um palco simbólico que vai além do futebol americano.