O reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Gomes (Rede), confirmou sua entrada na disputa pelo Governo de Pernambuco e afirmou que pretende oferecer ao eleitorado uma candidatura ancorada em pautas progressistas e na centralidade da educação. Lançado pré-candidato pelo deputado federal Túlio Gadêlha (Rede), o educador concedeu coletiva de imprensa para detalhar o que chamou de “projeto corajoso” para o Estado.
Questionado sobre as diferenças entre sua proposta e as dos principais nomes cotados para polarizar a eleição — a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB) — Alfredo afirmou que sua pré-candidatura é a única identificada claramente com a esquerda e comprometida com um modelo de desenvolvimento sustentável que tenha a educação como eixo estruturante.
Segundo ele, outras candidaturas não colocam as pautas progressistas como elemento central do debate sobre o futuro de Pernambuco. Para o reitor, discutir crescimento econômico sem enfrentar desigualdades históricas e sem priorizar políticas públicas de inclusão seria insuficiente para transformar a realidade do Estado.
Durante a coletiva, Alfredo também ressaltou o simbolismo de sua trajetória pessoal. Natural de Ouricuri, no Sertão pernambucano, ele destacou que construiu sua carreira acadêmica e profissional a partir do esforço próprio, com apoio da família e de amigos, sem vínculos com grupos políticos tradicionais. Ao mencionar que não carrega um sobrenome ligado às oligarquias locais, o pré-candidato buscou marcar contraste com adversários associados a famílias historicamente influentes na política estadual.
A entrada do reitor na disputa adiciona um novo componente ao cenário eleitoral, que até então caminhava para uma polarização entre forças já consolidadas. Ao se apresentar como alguém que “sentiu a dor da população” por vivenciar de perto as dificuldades do interior, Alfredo tenta conectar sua experiência pessoal à construção de uma narrativa política voltada ao enfrentamento das desigualdades sociais.
Com a oficialização da pré-candidatura, a corrida pelo Palácio do Campo das Princesas ganha um discurso que aposta na educação como vetor de desenvolvimento e na crítica às estruturas tradicionais de poder. Resta saber se o eleitorado pernambucano enxergará nessa proposta uma alternativa viável diante de nomes já conhecidos do cenário político estadual.