A primeira-dama Janja Lula da Silva revelou nesta terça-feira (3) que sofreu assédio duas vezes desde o início do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi feita durante participação em uma edição especial do programa Sem Censura, exibido pela TV Brasil, que discutiu o combate à violência contra a mulher e ao feminicídio no país.
Sem detalhar os episódios, Janja destacou que as situações ocorreram mesmo em ambientes onde se sentia protegida. “Eu fui assediada nesse período duas vezes. Eu sendo primeira-dama, estando nos lugares que me acho segura, e mesmo assim fui assediada”, afirmou durante o programa.
A primeira-dama fez um paralelo entre sua condição — cercada por equipe de apoio, segurança e monitoramento — e a realidade enfrentada por milhões de brasileiras. Ao mencionar mulheres que aguardam transporte público à noite, ressaltou a vulnerabilidade constante. “Se eu, como primeira-dama, que tenho toda uma equipe em torno, um olhar, câmeras e cuidados, fui assediada, imagine uma mulher no ponto de ônibus às 22h? A gente não tem segurança em lugar nenhum”, lamentou.
A assessoria de Janja não comentou os casos relatados. O tema ganha ainda mais relevância diante dos números recentes divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que registrou 1.470 feminicídios em 2025 — o maior índice já contabilizado no país.
Ao compartilhar sua experiência em rede nacional, Janja ampliou o debate sobre a violência de gênero e reforçou a necessidade de políticas públicas mais eficazes para proteger mulheres em todos os espaços, independentemente de posição social ou visibilidade pública.