O presidente estadual do PL e pré-candidato ao Senado, Anderson Ferreira, subiu o tom no debate político em Pernambuco ao afirmar que não depende da governadora Raquel Lyra para disputar as eleições de 2026. Em entrevista à Rádio Jornal, o dirigente reforçou que o partido tem estrutura própria para entrar na disputa de forma independente. “Eu não preciso ser ungido pela Raquel para ser candidato ao Senado. Tenho um partido, tenho tempo de televisão, tenho um exército, uma tropa orgânica, disposição e voto para levar essa bandeira da direita e representar a candidatura de Flávio Bolsonaro aqui em Pernambuco. E não vou abrir mão disso”, declarou.
A fala ocorre em meio às articulações para formação das chapas majoritárias no estado. Nos bastidores, há expectativa sobre o espaço que o PL pode ocupar em uma eventual aliança com o governo estadual. Anderson, no entanto, sinalizou que a legenda não pretende abrir mão de protagonismo e que uma vaga na chapa seria um reconhecimento do peso político da direita no estado.
O cenário se torna ainda mais complexo com a movimentação de outros nomes. Do lado governista, Túlio Gadêlha e Miguel Coelho já se colocam como pré-candidatos ao Senado, enquanto Raquel Lyra ainda não oficializou nenhuma definição.
Durante a entrevista, Anderson também comentou sobre o comportamento da governadora em relação às articulações políticas. “Quando é abordada numa entrevista, ela dá uma outra resposta e sai por ali. E fica aquele desespero, aquela ansiedade. O meu caso é diferente”, disse.
Ao falar diretamente ao eleitorado, o pré-candidato adotou um tom estratégico e reforçou a identidade partidária como caminho para a decisão nas urnas. “Vote de acordo com a sua consciência, em quem mais representa seus ideais. E se estiver em dúvida, é fácil: só vota lá em 22 e vota na legenda do partido. Você vai ajudar deputados estaduais e federais a serem eleitos com o mesmo sentimento que o seu”, afirmou.
Anderson também projetou o desempenho da direita nas próximas eleições e demonstrou confiança no crescimento do campo político que representa. “O PL sabe o tamanho que tem, e a direita também sabe o tamanho que tem em Pernambuco. Na eleição passada praticamente 100% dos meus eleitores que votaram em mim no primeiro turno votaram em Raquel no segundo turno, porque não queriam votar em Marília. Ficou muito claro para a população. A direita sempre foi fator determinante para trazer uma vitória para um candidato. Não vai ser diferente nessa eleição. Ao contrário, vai ser ainda mais forte. Nós sabemos o tamanho político que temos”, declarou.
O dirigente ainda fez uma projeção sobre o desempenho do senador Flávio Bolsonaro no estado em 2026. “Passa de 40%. E se brincar, a gente chega aos 50. Hoje a população está metade dividida e Lula está em queda livre”, afirmou.
As declarações reforçam o clima de disputa antecipada em Pernambuco e indicam que a construção das alianças para 2026 deve passar por embates diretos entre lideranças que buscam protagonismo no cenário estadual.
