A corrida por uma vaga no Senado em Pernambuco começa a desenhar seus principais protagonistas, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (28) pelo Instituto Quaest, em parceria com a Genial Investimentos. A ex-deputada Marília Arraes aparece numericamente à frente nos três cenários testados, seguida pelo senador Humberto Costa, em um cenário ainda marcado por alto índice de indecisos e possibilidade de mudanças no voto.
De acordo com a pesquisa, Marília oscila entre 18% e 21% das intenções de voto, enquanto Humberto registra entre 12% e 13%. Em um dos cenários estimulados, Miguel Coelho surge com 10%, seguido por nomes como Mendonça Filho, Anderson Ferreira e Túlio Gadelha, que variam em faixas menores de intenção de voto. Outros pré-candidatos, como Armando Monteiro Neto, Eduardo da Fonte, Jô Cavalcanti, Paulo Rubem Santiago e Carlos Sant’Anna, também aparecem na disputa com percentuais mais modestos.
Os dados mostram que o eleitorado ainda não está completamente definido. O índice de indecisos varia de 10% a 18%, enquanto uma parcela entre 16% e 17% afirma que não pretende votar. Esse cenário reforça a volatilidade da disputa, que ainda pode sofrer mudanças significativas ao longo dos próximos meses.
Além das intenções de voto, o levantamento também mediu o grau de conhecimento e rejeição dos possíveis candidatos. Marília Arraes aparece com 39% dos entrevistados afirmando que a conhecem e votariam nela, mas também registra o mesmo percentual de rejeição. Já Humberto Costa tem 26% de potencial de voto e 41% de rejeição. No caso de Mendonça Filho, 23% dizem que votariam nele, enquanto 37% afirmam que não escolheriam seu nome. Miguel Coelho, por sua vez, apresenta menor rejeição, com 24%, e um nível de desconhecimento ainda elevado, alcançando mais da metade dos entrevistados.
Outros nomes testados, como Eduardo da Fonte, Anderson Ferreira e Túlio Gadelha, enfrentam altos índices de desconhecimento, o que pode influenciar diretamente no desempenho ao longo da campanha. Carlos Sant’Anna é o menos conhecido entre os citados, com 83% dos entrevistados afirmando não saber quem é.
O levantamento também indica que a decisão do eleitor ainda não está consolidada. Para 54% dos entrevistados, o voto para o Senado pode mudar, enquanto 43% afirmam já ter uma escolha definitiva.
A pesquisa ouviu 900 eleitores entre os dias 22 e 26 deste mês, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O estudo foi contratado pelo Banco Genial e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo PE-08904/2026.
