A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou o Ministério Público Federal (MPF) e pediu a suspensão imediata do chamado “Mapa do Instagram”, ferramenta da Meta que permite o compartilhamento da localização dos usuários em tempo real. O recurso começou a aparecer para alguns brasileiros nesta semana e rapidamente provocou debates sobre privacidade e segurança digital.
Em publicação nas redes sociais, a parlamentar alertou para os riscos da funcionalidade, afirmando que um simples erro de configuração poderia expor a localização de usuários. Segundo ela, mulheres, crianças e idosos estariam entre os grupos mais vulneráveis aos possíveis impactos da ferramenta.
Erika também criticou a forma como o recurso foi disponibilizado, argumentando que a novidade poderia facilitar situações de perseguição, assédio, violência e outros crimes. Como presidente da Comissão das Mulheres da Câmara, a deputada afirmou estar preocupada com os efeitos que a funcionalidade poderia causar caso fosse amplamente utilizada.
Pouco depois da repercussão negativa, a Meta informou que o Mapa do Instagram foi liberado por engano para usuários no Brasil. A empresa esclareceu que a ferramenta ainda não foi lançada oficialmente no país e afirmou que já trabalha para corrigir a falha.
De acordo com a plataforma, o recurso permanece desativado por padrão e só pode ser utilizado mediante autorização do próprio usuário, que também tem a opção de definir quem pode visualizar sua localização ou interromper o compartilhamento a qualquer momento.
