A Justiça Eleitoral de São Paulo oficializou o cancelamento da filiação do ex-ministro Aldo Rebelo ao Democracia Cristã (DC), aprofundando a crise interna envolvendo a pré-candidatura do político à Presidência da República em 2026. A decisão foi registrada na última segunda-feira (25), e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já aponta Rebelo como sem partido.
O juiz eleitoral Tiago Machado determinou que a desfiliação fosse registrada com efeito retroativo à última sexta-feira (22), data em que a direção da legenda deliberou sobre o caso.
Apesar da decisão, Aldo Rebelo afirmou que irá recorrer à Justiça e disse considerar irregular a tentativa de afastá-lo da disputa presidencial. Segundo ele, não houve expulsão oficial do partido, mas apenas a homologação de uma desfiliação que, em sua avaliação, será revertida judicialmente.
A crise ganhou força após a direção nacional do DC autorizar a abertura de um procedimento disciplinar para expulsão sumária do ex-ministro. Dias depois, o presidente da sigla, João Caldas, anunciou a intenção de lançar o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa como possível candidato à Presidência.
Rebelo reagiu duramente à mudança de postura do partido e afirmou que a escolha de um presidenciável não pode ser uma decisão individual da direção da legenda. O ex-ministro também criticou a condução interna do processo e afirmou que tentativas de impedir sua candidatura serão derrubadas na Justiça.
