Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, uma nova versão da delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro trouxe à tona informações que ampliam os questionamentos sobre contratos firmados com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes.
A delação, que havia sido rejeitada pela Polícia Federal no último dia 20 de maio, menciona um contrato firmado em agosto de 2025 entre uma empresa ligada ao empresário e o escritório da advogada, no valor de R$ 50 milhões. De acordo com o relato, o acordo teria sido criado para garantir o pagamento de valores que ainda restavam de um contrato anterior, mesmo diante da possibilidade de liquidação do Banco Master.
Ainda segundo a apuração de O Globo, o primeiro contrato, firmado em janeiro de 2024, previa pagamentos que somavam R$ 129 milhões, divididos em 36 parcelas. Dados da Receita Federal indicam que 22 dessas parcelas foram quitadas, totalizando pouco mais de R$ 80 milhões. Com o bloqueio das atividades do Banco Master, ocorrido em novembro daquele ano, cerca de R$ 50 milhões teriam permanecido pendentes.
A nova delação também levanta dúvidas sobre a efetiva prestação dos serviços advocatícios previstos nos acordos. Conforme a reportagem, não foram encontrados registros de atuação de Viviane Barci de Moraes nos órgãos em que ela supostamente deveria representar interesses relacionados ao banco, o que aumentou os questionamentos sobre a finalidade dos contratos.
Outro ponto que chamou atenção é que a delação não esclarece por qual motivo um novo acordo teria sido firmado em um momento em que o Banco Master já havia encerrado suas operações. Diante das alegações, o escritório Barci de Moraes negou a existência de um novo contrato de prestação de serviços com empresas ligadas a Vorcaro. Já o ministro Alexandre de Moraes não comentou o caso.
O conteúdo da delação ainda deverá ser analisado pelas autoridades competentes, enquanto as informações reveladas continuam repercutindo nos meios jurídico e político.
