O economista e ex-BBB Gil do Vigor usou o espaço do programa Papo de Segunda, do canal GNT, para levantar um debate acalorado sobre os critérios de proteção à infância no Brasil. Em uma crítica contundente, Gil questionou a tentativa de proibir a presença de crianças e adolescentes na Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo, traçando um paralelo direto com outras grandes aglomerações populares. Para ele, há uma disparidade evidente no tratamento dado ao evento da diversidade em comparação com celebrações tradicionais do país. “Na Marcha para Jesus todo mundo pode ir. No carnaval pode. Mas a Parada do Orgulho vai ser um grande problema”, desabafou.
A reação de Gil surge como resposta direta ao avanço do Projeto de Lei 50/2025 na Câmara Municipal de São Paulo. De autoria do vereador Rubinho Nunes (União Brasil-SP), a proposta visa banir o público infantojuvenil de manifestações ligadas à pauta LGBTQIA+ na capital paulista. O texto já recebeu o aval dos vereadores em primeira votação no mês passado, mas ainda precisa passar por um segundo escrutínio antes de seguir para as mãos do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que decidirá pela sanção ou veto.
O economista argumentou que o foco da segurança e bem-estar dos jovens está sendo distorcido por motivações ideológicas. Na visão de Gil, as políticas públicas deveriam se concentrar no combate a ameaças reais enfrentadas pela juventude no cotidiano, como a violência sistêmica, a desigualdade e o bullying. Ele também apontou para a urgência de proteger menores contra abusos que ocorrem dentro de ambientes que deveriam ser seguros, citando casos que envolvem instituições religiosas. As fortes declarações de Gil do Vigor rapidamente viralizaram nas redes sociais, dividindo opiniões entre internautas que defendem a restrição do projeto e aqueles que enxergam a medida como uma discriminação disfarçada de zelo.
