Durante uma conversa informal com lideranças internacionais na reunião do G7, realizada em Paris, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que nunca se considerou “esquerdista”. A declaração foi feita nesta quarta-feira (17), enquanto discutia democracia, eleições e o cenário político internacional.
O comentário surgiu após a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, questionar se Lula se apresentava como um político de esquerda quando venceu sua primeira eleição presidencial, em 2002. Em resposta, o presidente negou essa definição.
Lula afirmou que sua trajetória política foi construída a partir do movimento sindical e destacou que sempre manteve boas relações com sindicatos de países como Alemanha, Itália e Espanha. Segundo ele, essa atuação marcou sua formação política muito antes de chegar à Presidência da República.
O presidente também relembrou um episódio da década de 1980, quando foi convidado para um congresso na então União Soviética. De acordo com Lula, ele não participou da viagem porque estava condenado com base na Lei de Segurança Nacional e, durante uma viagem pela Europa em busca de apoio internacional, acabou sendo visto como “anticomunista”.
A declaração foi dada durante a participação de Lula no G7, encontro para o qual foi convidado pelo presidente da França, Emmanuel Macron. Além de discursar no evento, o chefe do Executivo brasileiro também participou de reuniões bilaterais com diversas autoridades internacionais.
