O Hamas anunciou nesta segunda-feira (6) a dissolução do órgão responsável por governar a Faixa de Gaza nos últimos 18 anos. A medida abre espaço para que um comitê formado por tecnocratas assuma a administração do território, marcando uma mudança importante na estrutura política da região.
Segundo o movimento palestino, a decisão busca facilitar a transição para o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), criado durante as negociações do cessar-fogo entre Israel e Hamas. A liderança do grupo afirma que a iniciativa pretende eliminar obstáculos para um novo modelo de gestão, embora o impasse sobre o desarmamento do Hamas continue sendo o principal desafio para um acordo definitivo.
Especialistas avaliam que a mudança tem forte peso político, mas destacam que a dissolução do governo, por si só, não resolve o maior ponto de conflito entre as partes. Israel mantém a exigência de que o Hamas entregue suas armas, condição que o grupo afirma só aceitar dentro de um amplo acordo político palestino.
Enquanto as negociações seguem travadas, a guerra continua deixando vítimas. Desde o início da trégua, mais de mil palestinos morreram em Gaza, segundo o Ministério da Saúde local, enquanto Israel contabiliza seis mortes entre militares e um terceirizado no mesmo período.
