Após ter a candidatura à reeleição homologada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou as articulações políticas no Palácio do Planalto e deu início a uma nova estratégia de campanha voltada para regiões consideradas decisivas na disputa eleitoral.
De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil, a campanha pretende mobilizar uma espécie de “tropa de esquerda”, formada por militantes que atuarão diretamente em cidades estratégicas. O grupo terá como missão combater a disseminação de notícias falsas, responder às críticas direcionadas ao presidente e ampliar o diálogo com eleitores moderados.
A atuação será concentrada em áreas de grande circulação, como mercados e centros comerciais das regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Fortaleza. Um dos principais focos da estratégia será conquistar o eleitorado feminino de baixa renda, visto como decisivo nas últimas eleições presidenciais.
O plano também leva em consideração o desempenho de Lula no Nordeste. Segundo pesquisa Datafolha divulgada em 27 de julho, o petista mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) nos maiores colégios eleitorais da região. Em Pernambuco, Lula aparece com 55% das intenções de voto no primeiro turno, contra 21% do adversário.
No estado, o presidente também conta com o apoio do PSB e do ex-prefeito do Recife, João Campos, aliança que deve reforçar a estratégia da campanha em Pernambuco, especialmente pela influência política do socialista na capital.
