A sessão histórica do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada nesta terça-feira (15) colocou novamente o Judiciário no centro das atenções no Brasil. E, para quem acompanha os bastidores dos tribunais, o cinema oferece uma série de histórias marcadas por julgamentos, dilemas éticos, disputas jurídicas e reviravoltas.
Entre clássicos premiados e produções baseadas em acontecimentos reais, alguns filmes conseguem transformar questões complexas do Direito em histórias capazes de prender a atenção do público.
Um dos grandes exemplos é Doze Homens e uma Sentença (1957). A trama acompanha 12 jurados responsáveis por decidir o destino de um jovem acusado de matar o próprio pai. Enquanto 11 defendem a condenação, um deles, interpretado por Henry Fonda, questiona as evidências e coloca o caso novamente em discussão. Dirigido por Sidney Lumet, o filme recebeu indicações ao Oscar de Melhor Filme, Direção e Roteiro Adaptado.
Outro destaque é Nuremberg (2026), com Russell Crowe e Rami Malek. Inspirado no livro O Nazista e o Psiquiatra, de Jack El-Hai, o longa retrata os julgamentos de integrantes do regime nazista após a Segunda Guerra Mundial e os desafios para responsabilizar autoridades por crimes de grandes proporções.
Já Os Sete de Chicago (2020) revisita o julgamento de manifestantes acusados de conspiração e incitação a tumultos durante os protestos contra a Guerra do Vietnã, em 1968. Com Sacha Baron Cohen e Eddie Redmayne no elenco, o filme recebeu seis indicações ao Oscar.
Em O Júri (2003), a disputa judicial envolve uma indústria de armas e coloca em evidência a influência sobre os jurados. Dustin Hoffman, Gene Hackman e John Cusack protagonizam a trama, que explora manipulação, interesses e dilemas éticos dentro de um julgamento.
Fechando a lista, Filadélfia (1993), estrelado por Tom Hanks e Denzel Washington, aborda preconceito, HIV e discriminação contra homossexuais. A história acompanha um advogado demitido após seus empregadores descobrirem que ele tinha AIDS e sua batalha judicial contra a empresa. O filme marcou o cinema ao levar para as telas questões sociais que ainda geravam forte resistência no início dos anos 1990.
Para quem gosta de Direito, história ou simplesmente de boas histórias de tribunal, são cinco produções que mostram como o cinema pode transformar julgamentos em narrativas capazes de provocar reflexão muito além das salas de audiência.



