O Museu do Holocausto se manifestou após a repercussão de um vídeo gravado durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em que uma jovem classificou O Diário de Anne Frank como o “pior livro” que já havia lido e afirmou considerar a autora “vitimista”. A declaração provocou críticas nas redes sociais.
Em publicação nas redes sociais, a instituição defendeu a importância histórica do diário escrito por Anne Frank e destacou que o relato deve ser compreendido dentro do contexto da perseguição nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
“Diante dos recentes questionamentos sobre a postura e a escrita de Anne Frank, é importante lembrar: seu diário é o registro de uma adolescente submetida à perseguição nazista. Narrar o sofrimento não significa fazer dele uma identidade”, afirmou o Museu do Holocausto.
Anne Frank era uma adolescente judia alemã nascida em 1929. Durante a Segunda Guerra Mundial, ela permaneceu escondida com a família em Amsterdã, na Holanda, para escapar da perseguição nazista. O grupo acabou sendo capturado, e Anne morreu de tifo no campo de concentração de Bergen-Belsen, em 1945, aos 15 anos.
O diário, publicado posteriormente, tornou-se um dos relatos mais conhecidos sobre a perseguição aos judeus durante o regime nazista. A obra registra o cotidiano, os medos e as reflexões da adolescente durante o período em que permaneceu escondida.
*Com informações do Pleno News




