O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (24), ao abordar uma possível interferência norte-americana nas eleições brasileiras de 2026. Durante um ato em São Gonçalo (RJ), Lula afirmou que já teria tratado do assunto com o republicano e declarou que o Brasil não aceitará ingerência estrangeira no processo eleitoral.
“Eu disse para o Trump que, nas eleições daqui, se ele meter a mão, vai perder as eleições. A gente não vai aceitar ingerência de ninguém”, afirmou o presidente. A declaração ocorreu a dez dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
No evento, Lula estava acompanhado de Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do Rio de Janeiro, além de Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), que disputam vagas ao Senado.
A declaração ocorre em meio ao aumento das tensões entre os governos brasileiro e norte-americano. Nos últimos dias, Lula tem associado as discussões sobre tarifas comerciais, sanções e outras medidas adotadas por Washington à defesa da soberania brasileira.
Na terça-feira (22), durante o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, Lula defendeu a autonomia do Brasil e afirmou que o país não permitirá interferências externas em seu processo eleitoral. “A democracia brasileira pertence aos brasileiros”, declarou na ocasião.
Um grupo de congressistas democratas dos Estados Unidos também encaminhou uma carta ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, manifestando preocupação com medidas do governo Trump que, segundo eles, poderiam representar interferência nas eleições brasileiras.
As declarações de Lula ampliam o tom do debate diplomático entre Brasília e Washington às vésperas da eleição brasileira, colocando a soberania eleitoral no centro das discussões entre os dois governos.




