Um laudo técnico apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (29) identificou a criação de 94 arquivos de imagem no celular do banqueiro Daniel Vorcaro após sua prisão. Os registros levantam questionamentos sobre o manuseio do aparelho pela Polícia Federal (PF), responsável pela custódia do dispositivo.
A perícia, solicitada pela defesa do empresário, analisou um iPhone 17 Pro e identificou imagens datadas de 18 de novembro de 2025, um dia após a prisão de Vorcaro. O relatório também apontou 33 acionamentos da câmera entre a noite do dia 17 e a madrugada do dia seguinte, período em que o telefone já estava em modo avião.
Ao todo, foram identificados 436 arquivos criados após o aparelho entrar na posse da PF, além de alterações em outros 657 arquivos. No entanto, o documento não esclarece se as imagens são resultado de fotografias, cópias, edições ou processos automáticos do sistema, tampouco comprova adulteração intencional.
Os dados do celular são considerados relevantes para as investigações da Operação Compliance Zero, que incluem o mapeamento de contatos e a recuperação de conversas do banqueiro, entre elas registros envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
A defesa pede acesso integral aos arquivos originais e aos registros de manuseio do aparelho, incluindo a documentação da cadeia de custódia das provas. A Polícia Federal informou ao STF que os materiais originais estão preservados e contam com mecanismos de validação.




