Os resultados finais das eleições em Israel confirmaram a perda da maioria parlamentar do bloco liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O cenário abre uma nova disputa política no país, com negociações difíceis para definir quem conseguirá reunir apoio suficiente para formar o próximo governo.
De acordo com os números divulgados nesta sexta-feira (30), o grupo de Netanyahu conquistou 53 das 120 cadeiras do Knesset, o Parlamento israelense. O principal bloco de oposição ficou com 48 assentos, enquanto partidos liderados por árabes somaram os 19 restantes. Para formar uma maioria, são necessários pelo menos 61 parlamentares.
Netanyahu permanece no cargo enquanto avançam as articulações políticas. Os resultados ainda serão certificados antes de serem encaminhados ao presidente Isaac Herzog, que deverá indicar um líder para tentar formar o governo.
A participação dos partidos árabes se tornou um dos principais pontos de tensão. Netanyahu declarou ser contrário à formação de uma coalizão com essas legendas, enquanto opositores o acusam de estimular a desconfiança contra a minoria árabe, que representa cerca de 20% da população israelense.
Também surgiram acusações de possível interferência estrangeira no processo eleitoral. O Catar foi citado por integrantes do partido Likud, mas o governo catariano negou qualquer envolvimento. As autoridades eleitorais solicitaram uma investigação, ressaltando que as suspeitas não alteram o resultado oficial.
Caso nenhuma das forças políticas consiga construir uma maioria, Israel poderá enfrentar uma nova eleição no início do próximo ano, prolongando a instabilidade política no país.




