As campanhas eleitorais de 2026 movimentaram R$ 11,03 bilhões, valor R$ 2,36 bilhões inferior ao registrado em 2022. Os dados consideram as despesas de candidatos à Presidência, ao Senado e às casas legislativas, segundo levantamento da CNN Brasil com base em informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O maior gasto foi com transferências financeiras para candidatos e partidos, que somaram R$ 5,72 bilhões. Na sequência, aparecem despesas com materiais impressos, serviços de terceiros, mobilização de rua e contratação de pessoal.
Nas plataformas digitais, o Facebook, da Meta, recebeu R$ 352 milhões em pagamentos relacionados à divulgação de candidaturas, distribuídos em cerca de 28,6 mil contratos. O valor representa um aumento de 272% em relação às eleições de 2022, quando os repasses chegaram a R$ 129 milhões.
O financiamento das campanhas também contou com recursos públicos. O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) destinou R$ 4,91 bilhões às eleições, enquanto o Fundo Partidário somou cerca de R$ 5 bilhões, distribuídos entre as siglas conforme as regras legais.
A redução dos gastos em comparação com 2022 pode estar relacionada ao fato de 21 estados terem definido a eleição para governador no primeiro turno, evitando despesas com uma segunda votação. Os valores, porém, ainda podem mudar com a entrega das prestações de contas finais à Justiça Eleitoral.




