Indignado com o ataque terrorista do Hamas a Israel iniciado no fim de semana, o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) defendeu no Plenário da Casa que a lei brasileira seja alterada para que o país possa definir internamente as classificações de organizações terroristas, independentemente do posicionamento da Organização das Nações Unidas (ONU).
Durante seu discurso realizado nesta segunda-feira (9), Moro repudiou o atentado contra Israel no último sábado (7) e instou o Brasil a se posicionar de forma mais contundente.
– Nós deveríamos atualizar nossa legislação, para que pudéssemos ter a possibilidade de uma definição de grupos terroristas internamente e a atuação condizente com essa identificação, para que nós possamos cooperar, de uma maneira mais efetiva, com a comunidade internacional contra a atuação desses grupos terroristas, seja aqui no Brasil, seja eventualmente no exterior – argumentou.
Para Moro, a nova classificação seria essencial para diferenciar o Hamas da população palestina.
– É importante fazer essa diferenciação, em não confundir o Hamas com a população palestina. O Hamas tomou a Faixa de Gaza e submete os mais de 2 milhões de palestinos, na prática, como sequestrados do seu arbítrio, da sua ditadura, mas também os expõe, por conta dos seus atos homicidas em Israel, à retaliação e a danos colaterais que devem decorrer dos esforços de Israel. É importante destacar que não é todo palestino que apoia o Hamas. Uma coisa é o povo palestino, outra coisa é o Hamas. O Hamas não é um povo, ele é apenas um grupo terrorista – salientou.
