Danúbia de Souza Rangel, de 41 anos, ex-companheira do traficante Nem da Rocinha, foi presa neste sábado (5) por policiais civis do Rio de Janeiro enquanto se recuperava do parto de sua filha em uma maternidade na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. Ela estava foragida há cerca de um mês, segundo confirmou neste domingo (6) a Polícia Civil.
A prisão foi feita em cumprimento a um mandado expedido em 10 de junho pela 5ª Vara Criminal da Capital. Danúbia foi condenada por tráfico de drogas a 9 anos e 4 meses de prisão em regime fechado, com sentença já transitada em julgado.
Os agentes da 72ª DP (Mutuá) localizaram Danúbia durante sua internação no hospital. Ela permanecerá na unidade de saúde até receber alta médica, sendo então transferida para a Cadeia Pública de Benfica, na zona norte do Rio.
Histórico
Danúbia, conhecida como a “Xerifa da Rocinha”, já havia sido presa anteriormente em 2017, também por tráfico e corrupção ativa. Em janeiro de 2024, ela foi liberada após cumprir parte da pena.
Apesar de sua condenação, Danúbia sempre negou envolvimento com o tráfico, afirmando em entrevistas que só foi associada ao crime por ter sido casada com Nem. Em 2023, disse em entrevista à TV Record:
“Nunca tive envolvimento com o tráfico, nunca peguei em uma arma. Me associaram só por ser mulher dele.”
Vida pós-prisão
Desde que deixou a prisão, Danúbia tentava se reinventar como influenciadora digital, compartilhando sua rotina, procedimentos estéticos e vida pessoal nas redes sociais. Ela havia se casado novamente e feito harmonização facial, buscando afastar-se da imagem ligada ao tráfico.
Apesar da tentativa de reconstrução de imagem, seu histórico criminal e a nova condenação reacenderam a atenção da polícia.
O ex-marido, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, foi capturado em 2011 e cumpre pena de 145 anos por diversos crimes. Ele está detido na penitenciária federal de Porto Velho (RO) e, segundo investigações recentes, agora estaria ligado à facção Terceiro Comando Puro (TCP), após anos vinculado à Amigo dos Amigos (ADA).
Danúbia, por sua vez, deve continuar cumprindo sua pena no sistema prisional fluminense.
*Com informações da Agência AE
