O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma investigação sobre o sigilo de cinco anos imposto aos gastos para transportar a ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, ao Brasil em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). A apuração foi iniciada após um pedido da deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) e ainda corre sob sigilo, sem acesso a documentos públicos.
Nadine Heredia chegou ao Brasil em 16 de abril, após ter sido condenada por lavagem de dinheiro, em um caso relacionado à Operação Lava Jato, junto com o ex-presidente peruano Ollanta Humala, seu marido. Enquanto Humala compareceu ao julgamento e permaneceu preso, Heredia não esteve presente e solicitou asilo político na embaixada brasileira, alegando perseguição política e tratamento contra um câncer.
O governo brasileiro concedeu o asilo com base em uma justificativa de proteção humanitária, decisão que gerou debates. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Lewandowski, defendeu a medida, afirmando que se tratava de uma questão de caráter humanitário, embora tenha destacado a contradição em relação ao tratamento dado a presos políticos do 8 de janeiro no Brasil.
A deputada Caroline de Toni já havia questionado publicamente a permanência de Nadine Heredia no país, e a investigação do TCU busca esclarecer os custos envolvidos na operação, cujo detalhamento permanece oculto até o momento.
*Com informações da Agência AE
