A GloboNews enfrenta um momento de tensão interna após a exibição de uma arte considerada equivocada durante o programa Estúdio i, na última sexta-feira (20). A emissora avalia a demissão de até três profissionais envolvidos no episódio, que ganhou grande repercussão nos bastidores e entre o público.
A polêmica teve início com a apresentação de um gráfico que associava o banqueiro Daniel Vorcaro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Partido dos Trabalhadores da Bahia, além de outros nomes do cenário político. Intitulada “Conexões de Daniel Vorcaro”, a arte lembrava o formato de apresentações utilizadas durante a Operação Lava Jato, especialmente o modelo popularizado pelo ex-procurador Deltan Dallagnol.
Diante da repercussão, a jornalista Andréia Sadi fez um pedido de desculpas ao público na edição de segunda-feira (23), reconhecendo falhas no conteúdo exibido. Segundo ela, a arte misturou informações de natureza distinta, incluindo contatos institucionais, relações contratuais e menções pessoais, além de nomes que ainda estão sob análise de autoridades.
A apresentadora também destacou que o material estava incompleto, já que deixou de incluir personagens relevantes que já haviam sido citados publicamente em investigações relacionadas ao caso. Entre os ausentes, estariam autoridades como ministros do Supremo Tribunal Federal, políticos e ex-dirigentes do Banco Central mencionados em apurações.
Como medida corretiva, o vídeo da edição original foi alterado na plataforma Globoplay, passando a exibir um aviso sobre a correção do conteúdo. Em um dos trechos, há um corte que interrompe o programa antes da mudança de assunto, evidenciando a edição posterior.
Internamente, a direção da emissora já teria decidido pelas demissões, restando apenas a definição do momento em que a medida será anunciada. O episódio reacende o debate sobre critérios editoriais, checagem de informações e responsabilidade na exposição de nomes em conteúdos jornalísticos.
