O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ganhou protagonismo no anúncio feito nesta quarta-feira pela LATAM Airlines Group e suas afiliadas sobre a aquisição de até 74 aeronaves do modelo E195-E2 da Embraer. O acordo, estimado em cerca de US$ 2,1 bilhões — mais de R$ 11 bilhões — prevê 24 entregas confirmadas e outras 50 como opção de compra, com início previsto para o segundo semestre de 2026.
Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a formalização da encomenda, o ministro ressaltou o alcance econômico da iniciativa, destacando a geração de mais de 2 mil empregos diretos e o fortalecimento da aviação regional. Segundo ele, o investimento contribui diretamente para ampliar a conectividade no Brasil e na América do Sul, além de impulsionar o turismo e a economia.
A compra integra a estratégia de expansão da companhia aérea, conforme explicou o CEO do grupo, Roberto Alvo. Ele destacou que a escolha das aeronaves da Embraer se deve à eficiência operacional e à capacidade de atender rotas regionais com maior competitividade, permitindo a abertura de novos destinos e maior integração entre cidades.
O Ministério de Portos e Aeroportos, sob a condução de Silvio Costa Filho, tem buscado consolidar o Brasil como referência em aviação regional e internacional. Entre as ações recentes está a criação de uma linha de crédito de R$ 4 bilhões via Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), voltada ao fortalecimento das companhias aéreas e à ampliação da malha aérea, especialmente em regiões menos atendidas.
Equipado com tecnologia de ponta, o modelo E195-E2 se destaca pelo menor consumo de combustível e maior eficiência, podendo reduzir em até 30% o gasto por assento em comparação com aeronaves da geração anterior. A nova aquisição reforça a posição da Embraer no mercado global e amplia a frota do grupo Latam, que já conta com mais de 360 aeronaves entre modelos Airbus e Boeing.
A expectativa é de que o investimento não apenas fortaleça o setor aéreo, mas também contribua para o desenvolvimento econômico e a integração regional, alinhando-se às políticas públicas voltadas à expansão da infraestrutura e da mobilidade no país.