O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou o tom contra o Irã ao advertir que poderá adotar medidas mais duras caso Teerã não aceite um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio. A declaração foi reforçada pela Casa Branca nesta quarta-feira (25), em meio ao aumento das tensões militares na região.
Durante coletiva, a secretária de Imprensa Karoline Leavitt afirmou que o governo americano não está blefando e que o presidente está preparado para reagir com força. Segundo ela, os Estados Unidos avaliam que o Irã sofreu derrotas militares recentes e que a recusa em aceitar a atual conjuntura poderá resultar em novas ofensivas ainda mais severas.
Do outro lado, autoridades iranianas rejeitaram a proposta apresentada por Washington para pôr fim ao conflito. De acordo com informações divulgadas pela Press TV, o plano teria sido encaminhado ao país por meio do Paquistão, que mantém relações diplomáticas tanto com os Estados Unidos quanto com o Irã. Ainda assim, representantes de Teerã indicaram que não aceitam as condições e reforçaram que o fim da guerra dependerá de sua própria decisão.
A recusa ocorre em meio a novos episódios de escalada militar. A Marinha iraniana anunciou recentemente um ataque ao porta-aviões USS Abraham Lincoln, que estava mobilizado na região do Golfo, ampliando o clima de instabilidade.
O plano de 15 pontos apresentado pelos Estados Unidos seria a primeira proposta formal desde o início da guerra, desencadeada após ataques conjuntos de forças americanas e israelenses no final de fevereiro. No entanto, detalhes do documento ainda não foram confirmados por fontes independentes.
Com o impasse diplomático e a retórica cada vez mais dura de ambos os lados, cresce a preocupação internacional com a possibilidade de ampliação do conflito, em um cenário que já provoca impactos políticos e econômicos em diferentes regiões do mundo.