O cantor MC Poze do Rodo viveu momentos de terror na madrugada desta terça-feira (31), após ter sua casa invadida por um grupo fortemente armado no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. De acordo com a Polícia Civil, tudo indica que o artista era o principal alvo da ação criminosa.
Segundo informações do delegado Alan Luxardo, responsável pela investigação na 42ª DP, ao menos oito criminosos participaram da invasão. Embora outras seis pessoas estivessem na residência no momento do crime, apenas o cantor foi amarrado e agredido com socos e chutes. Ele sofreu pancadas na cabeça e nas costelas, em uma sequência de violência que, ainda segundo a polícia, chegou a ser registrada em vídeo por um dos invasores.
O ataque durou cerca de 20 minutos. Durante esse tempo, os criminosos circularam pela casa e renderam todos os presentes. Em depoimento, Poze relatou que assistia à televisão por volta das 2h30 quando foi surpreendido por ao menos quatro homens armados com fuzis e pistolas, todos encapuzados. Outros integrantes do grupo teriam entrado logo em seguida, ampliando o cerco dentro do imóvel.
Ainda conforme o relato do cantor, os invasores afirmaram agir a mando de chefes do tráfico de drogas — versão que ele acredita ter sido usada para confundi-lo. A investigação, no entanto, segue aberta e sem conclusões definitivas sobre a motivação do crime.
A perícia realizada no local revelou que os criminosos acessaram a residência pelos fundos, atravessando uma área de mata. Para entrar, utilizaram uma escada e pularam o muro. Já dentro da casa, demonstraram conhecimento prévio da estrutura de segurança: viraram câmeras de vigilância para evitar registros e chegaram a danificar um celular que controlava o sistema.
Os agentes também recolheram possíveis evidências, como objetos deixados para trás, incluindo um par de óculos, na tentativa de identificar os envolvidos. Impressões digitais e imagens de câmeras de segurança da região estão sendo analisadas.
A Polícia Civil informou que nenhuma linha de investigação foi descartada até o momento. Hipóteses como vingança, motivação pessoal ou financeira seguem sendo consideradas. Em nota, a corporação afirmou que diligências continuam em andamento para esclarecer as circunstâncias do crime e chegar aos responsáveis pelo ataque.
