Após quase três anos à frente do Ministério de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho encerrou sua gestão nesta quarta-feira (março de 2026) com um balanço marcado por números expressivos, ampliação da conectividade nacional e iniciativas voltadas à inclusão social. À frente de uma pasta estratégica recriada pelo governo do Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro conduziu um ciclo de modernização que reposicionou os setores portuário e aeroportuário como pilares do crescimento econômico brasileiro.
Durante sua gestão, a atração de investimentos foi uma das principais diretrizes. O ministério apostou na expansão e modernização da infraestrutura para preparar o país para o futuro, promovendo obras que não apenas impulsionaram a economia, mas também geraram empregos imediatos e oportunidades permanentes. No setor aéreo, a experiência dos passageiros foi significativamente transformada, com melhorias em terminais, ampliação de espaços e novas pontes de embarque, acompanhando a marca recente de quase 130 milhões de viajantes.
A inclusão social ganhou protagonismo com iniciativas que buscaram humanizar o transporte aéreo. Entre elas, a implantação de 22 salas multissensoriais em aeroportos para atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), superando metas estabelecidas. O treinamento de equipes reforçou o compromisso com um atendimento mais acolhedor e preparado para lidar com a diversidade dos passageiros. Campanhas de combate ao assédio e à violência contra a mulher também passaram a integrar o cotidiano dos terminais, ampliando a conscientização em ambientes de grande circulação.
A gestão também investiu na formação profissional, com a oferta de bolsas integrais para cursos técnicos na área de manutenção aeronáutica, priorizando jovens de baixa renda e mulheres. No campo do bem-estar animal, o lançamento de um plano nacional para o transporte aéreo de pets estabeleceu novos padrões de segurança e cuidado.
No eixo da conectividade, aeroportos estratégicos foram modernizados, com destaque para o Aeroporto de Congonhas, que se consolidou como um dos principais hubs da América Latina. A interiorização dos investimentos levou infraestrutura a regiões fora dos grandes centros, fortalecendo economias locais e integrando áreas produtivas aos mercados nacionais e internacionais.
Já no setor portuário, os resultados alcançaram patamares históricos. Em 2025, a movimentação de cargas chegou a 1,34 bilhão de toneladas, refletindo o crescimento da demanda por commodities como petróleo, soja e carne bovina. Esse desempenho contribuiu diretamente para que o Brasil registrasse, pelo terceiro ano consecutivo, superávit comercial, com uma corrente de comércio de US$ 629 bilhões.
Outro destaque foi o fortalecimento da indústria naval, impulsionado por investimentos robustos do Fundo da Marinha Mercante, além da realização de leilões e concessões que ampliaram a participação da iniciativa privada. Apenas em 2025, foram promovidos 21 leilões, movimentando bilhões em investimentos, com uma agenda ainda mais ambiciosa projetada para 2026.
Ao deixar o cargo, Silvio Costa Filho imprime um legado que combina crescimento econômico, modernização da infraestrutura e políticas públicas voltadas à inclusão. Os avanços registrados nos últimos anos indicam uma transformação estrutural nos setores de portos e aeroportos, consolidando o Brasil em um novo patamar de competitividade no cenário global.
