O tabuleiro político de Pernambuco passou por uma reviravolta significativa após o encerramento da janela partidária na última sexta-feira (3). O período, que permitiu a troca de partidos sem risco de perda de mandato, consolidou o Partido Social Democrático (PSD) como a principal força política do estado e redefiniu o equilíbrio de poder na Assembleia Legislativa e na bancada federal.
A grande beneficiada desse movimento foi a governadora Raquel Lyra, que assumiu o comando do PSD em Pernambuco e transformou uma legenda até então sem representantes estaduais em um bloco robusto, com oito deputados na Alepe. O crescimento acelerado fortalece a base governista e amplia a capacidade de articulação do Palácio do Campo das Princesas.
Principais Mudanças na Assembleia Legislativa:

A migração para o PSD foi marcada pela adesão de nomes influentes, como Izaías Régis, Débora Almeida e Romero Sales Filho, consolidando uma maioria confortável para o governo estadual. No plano federal, o partido também avançou ao conquistar espaço com Fernando Monteiro, Guilherme Uchôa Jr. e Túlio Gadêlha.
O Progressistas (PP) também saiu fortalecido, incorporando quadros como Gleide Ângelo e Joel da Harpa, enquanto o Podemos se firmou como alternativa para lideranças em busca de reposicionamento, recebendo nomes como Luciano Duque e Edson Vieira.
As movimentações também alcançaram Brasília. A deputada Maria Arraes deixou o Solidariedade para se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), reforçando o grupo político liderado pelo prefeito do Recife, João Campos. No campo oposicionista e independente, outras mudanças chamaram atenção, como a ida de Mendonça Filho para o PL, a filiação de Marília Arraes ao PDT e a entrada de Luciano Bivar no MDB.
O redesenho partidário também incluiu a movimentação de Pastor Eurico para o PSDB e de Jones Manoel para o PSOL, sinalizando uma reorganização ampla que atinge diferentes espectros ideológicos.
Com o fim da janela, o cenário eleitoral ganha novos contornos. De um lado, a base governista se mostra mais estruturada e capilarizada, especialmente no interior. De outro, a oposição, com protagonismo de PT e PSB, busca se reorganizar e consolidar uma frente competitiva para as próximas disputas.
Agora, com as peças posicionadas, Pernambuco entra em uma fase decisiva, em que a nova correlação de forças será testada nas urnas e nas articulações políticas que definirão os rumos do estado nos próximos anos.
