Militares do Reino Unido e da Noruega conduziram uma operação de várias semanas no Atlântico Norte para monitorar e dissuadir a presença de submarinos russos suspeitos de realizar atividades consideradas hostis na região. A ação foi confirmada nesta quinta-feira (9) pelo Exército britânico.
De acordo com o secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, a operação mobilizou uma fragata, aeronaves de vigilância e centenas de militares. O foco foi acompanhar de perto um submarino de ataque e dois submarinos de espionagem ligados à Rússia, que estariam atuando nas proximidades de cabos e dutos submarinos ao norte do território britânico.
Segundo Healey, após o monitoramento contínuo, as embarcações russas deixaram a área. Ele destacou que a movimentação levantou preocupações sobre a segurança de infraestruturas críticas, como redes de comunicação e energia que passam pelo fundo do mar. Em tom firme, o secretário afirmou que qualquer tentativa de sabotagem não será tolerada e poderá gerar consequências severas.
A operação ocorre em um momento de tensão geopolítica ampliada, com o cenário internacional dividido entre conflitos no Oriente Médio e a guerra na Ucrânia. Autoridades britânicas têm reforçado que, apesar das atenções voltadas a outras regiões, a Rússia segue sendo uma das principais ameaças à segurança do país e de seus aliados.
Durante coletiva, Healey afirmou que o presidente Vladimir Putin estaria interessado em desviar o foco internacional, mas garantiu que o Reino Unido manterá vigilância constante sobre as ações russas. Ele também mencionou preocupações com a atuação de Moscou em apoio a outros países, incluindo o fornecimento de tecnologia militar.
Além da operação recente, o governo britânico já havia sinalizado, no fim de março, que está preparado para agir de forma mais direta contra embarcações ligadas à chamada “frota fantasma” russa — navios suspeitos de transportar petróleo em desacordo com sanções internacionais.
A movimentação reforça o clima de alerta no Atlântico Norte e evidencia o aumento da vigilância militar em áreas estratégicas, onde infraestrutura sensível pode se tornar alvo em meio às disputas globais.
