O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos teve mensagens privadas reveladas nas quais relata o uso de substâncias alucinógenas, gerando repercussão por contrastar com o posicionamento público que adota contra o uso e o tráfico de drogas. O conteúdo veio à tona após divulgação do colunista Demétrio Vecchioli, do portal Metrópoles, na última quinta-feira (9).
Nas conversas, o ativista menciona o consumo de cogumelos alucinógenos em diferentes ocasiões. Em uma das mensagens, afirma ter ingerido a substância enquanto ouvia composições de Richard Wagner. Em outro momento, voltou a relatar a experiência, associando o uso à percepção de um “mundo cheio de significados no inconsciente”.
Após a divulgação, Renan Santos confirmou a autenticidade das mensagens e apresentou sua versão dos fatos. Segundo ele, foi incluído em um grupo de apoiadores sem consentimento prévio e decidiu permanecer ao identificar o perfil dos participantes. O pré-candidato afirmou que não adquiriu a substância, alegando ter recebido de terceiros, e declarou que fez uso em quantidade reduzida, referindo-se a “microdoses”.
Ainda em suas declarações, o fundador do Movimento Brasil Livre sustentou que não mantém relação com o tráfico de drogas e que não considera haver contradição entre sua conduta privada e sua atuação pública. Apesar disso, afirmou que pode deixar de repetir o comportamento caso haja rejeição por parte de sua base eleitoral.
A substância mencionada, conhecida popularmente como “cogumelo mágico”, possui restrições legais no Brasil, sendo permitida apenas em contextos específicos, como pesquisa científica e coleção botânica. O episódio reacende o debate sobre coerência entre posicionamentos públicos e práticas pessoais de figuras políticas, especialmente em temas sensíveis como a política de drogas.
