Uma sessão que deveria transcorrer dentro da normalidade na Câmara Municipal do Recife acabou marcada por tensão, troca de ofensas e necessidade de intervenção para evitar um confronto físico entre parlamentares. O episódio envolveu o vereador Eduardo Moura (Novo) e o deputado estadual Romero Albuquerque (PSB), que estava presente no plenário acompanhando a sessão em que atua sua esposa, a vereadora Andreza Romero.
Durante discurso em que criticava a gestão da Prefeitura do Recife, Eduardo Moura percebeu a presença do deputado e fez questão de direcionar sua fala, pedindo que ele permanecesse no local para ouvir as críticas. O clima rapidamente se deteriorou, dando início a uma discussão acalorada entre os dois. Em meio ao embate, o vereador afirmou ter recebido uma ameaça velada e chegou a chamar Romero Albuquerque de “palhaço”.
A troca de provocações levou o deputado a subir à tribuna para rebater as acusações, elevando ainda mais a tensão no plenário. Visivelmente alterados, os dois passaram a protagonizar um momento de grande instabilidade, que só não terminou em agressão física graças à intervenção de outros parlamentares.
O vereador Gilson Filho (Podemos) e o presidente da sessão, Zé Neto (PSB), atuaram diretamente para conter os ânimos, posicionando-se entre os envolvidos e evitando que a situação fugisse ainda mais do controle.
A cena causou apreensão entre os presentes. A primeira-secretária, Professora Ana Lúcia (Republicanos), demonstrou susto diante da confusão e preferiu se afastar. Diante do tumulto, a sessão foi suspensa por cinco minutos até que a ordem pudesse ser restabelecida.
O episódio evidencia o nível de tensão política no cenário local e levanta questionamentos sobre os limites do debate democrático dentro das casas legislativas, onde divergências deveriam ser tratadas com civilidade, mas, cada vez mais, têm se transformado em confrontos acirrados.
