O ex-prefeito de Goiana e pré-candidato a deputado federal, Eduardo Honório, entrou no modo defesa ao comentar a situação de sua prestação de contas referente ao ano de 2024 — justamente o último de sua gestão — em meio a rumores de possível reprovação.
Em entrevista ao blogueiro Luciano Broncador, da TV Litoral Sul Paraibana, Honório tentou minimizar o desgaste e reforçar que todas as contas anteriores foram aprovadas pela Câmara Municipal, restando apenas a análise final do último exercício.
Mesmo pressionado com a possibilidade de rejeição, o ex-prefeito demonstrou confiança — ou, no mínimo, apostou alto no relacionamento político com os vereadores.
“Não, sabe por quê? Como você mesmo falou, pode ter problema, mas eu acredito nos 17 vereadores do município de Goiana e principalmente no presidente da Câmara, Eduardo Batista, que é uma pessoa leal, transparente e honesta. Os vereadores são corretos, não tem safadeza, não”, afirmou.
A declaração, no entanto, contrasta com o clima de incerteza. A possibilidade de o Tribunal de Contas de Pernambuco recomendar a reprovação das contas segue no radar, enquanto fontes ligadas a Honório garantem que as contas devem chegar aprovadas e sem ressalvas à Câmara.
Na prática, o cenário, longe do discurso de tranquilidade, parece mais embolado do que o ex-prefeito sugere. Um vereador ouvido pelo Radar Político365 reservadamente foi direto: “Rapaz, não sei se passa não”. Ou seja, a tal “lealdade” pode não ser tão automática assim.
Outro parlamentar, mesmo sendo da base do atual prefeito Marcílio Régio, adotou cautela: “Posso falar por mim, não votaria pela reprovação. Seria incoerente. Só posso garantir o meu voto. E voto pela aprovação, pelos motivos que já expus”.
Questionado pelo Radar, o vereador Alexandre Carvalho preferiu pontuar sua independência quanto ao seu voto e preferência: “Sou livre e votarei conforme a minha consciência a depender da recomendação que vier”, declarou.
Entre confiança pública e dúvida nos bastidores, Honório pode até acreditar que tem o placar na mão, mas a votação promete ser tudo, menos tranquila.
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