A condução do processo contra o padre esloveno Marko Rupnik voltou a gerar críticas após a advogada de cinco mulheres que o acusam de violência sexual denunciar a falta de transparência do Vaticano. Segundo Laura Sgrò, que representa as denunciantes, suas clientes seguem sem receber qualquer informação oficial sobre o andamento da ação canônica, mesmo após meses de espera.
Rupnik, de 71 anos, é acusado de ter cometido abusos psicológicos e sexuais contra pelo menos 20 mulheres ao longo de quase três décadas. Inicialmente, o caso havia sido arquivado por prescrição, mas o papa Francisco reabriu o processo em 2023, suspendendo esse impedimento. Em 2025, o Vaticano nomeou cinco juízes para analisar o caso, porém ainda não informou quando haverá uma decisão.
A advogada afirma que, apesar de diversos contatos por telefone, e-mail e cartas, nunca recebeu qualquer resposta da Santa Sé. Em nota, o Vaticano negou rumores de que o padre teria sido absolvido e informou apenas que o processo continua em análise, sem divulgar detalhes para preservar a investigação.
O caso é considerado um dos mais emblemáticos envolvendo denúncias de abuso na Igreja Católica e representa um dos primeiros grandes desafios do pontificado de Leão XIV. Especialistas e representantes das vítimas continuam cobrando mais transparência nos processos canônicos, alegando que as denunciantes permanecem sem acesso às informações e sem o acompanhamento necessário durante as investigações.
