A direita pernambucana já entendeu que não adianta reclamar do terreno — é preciso aprender a jogar nele. E é nesse cenário, historicamente adverso, que Anderson Ferreira começa a transformar o que parecia um teto em ponto de partida.
Os 14% que aparecem na pesquisa Datafolha são, ao mesmo tempo, pouco para quem quer liderar e muito para quem precisa sobreviver num estado onde o bolsonarismo nunca foi hegemônico. Em vez de negar esse limite, Anderson parece ter decidido explorá-lo com método: consolidar primeiro, expandir depois.
A conta não é irracional. Pernambuco já mostrou que existe um eleitorado conservador consistente — algo na casa de um milhão de votos, herdado do desempenho de Jair Bolsonaro em 2022. Não é maioria, mas também não é irrelevante. Em uma eleição de duas vagas para o Senado, isso deixa de ser detalhe e passa a ser ativo.
Paralelamente, ele mantém o que tem de mais sólido: a base evangélica. É dali que vêm mobilização, capilaridade e, sobretudo, voto fiel. Em disputas com mais de uma vaga, esse tipo de base costuma fazer diferença.
O erro de leitura seria imaginar que isso basta. Não basta — mas pode ser suficiente, dependendo de como o jogo se organiza. Porque o cenário atual não é de dois candidatos fortes e um resto irrelevante. É de uma liderança consolidada e um segundo lugar ainda disputável, com vários nomes médios brigando pelo mesmo espaço. É aí que Anderson entra com mais chance do que parece à primeira vista.
Se conseguir unificar o eleitorado de direita — ou ao menos evitar sua fragmentação — ele passa a disputar não o topo, mas a segunda vaga.
A decisão de seguir com candidatura avulsa, sem se amarrar ao palanque de Raquel Lyra, também pode jogar a favor. Em vez de diluir discurso em alianças amplas, Anderson ganha nitidez. E, num cenário de muitos candidatos parecidos, nitidez vira vantagem competitiva.
Há risco? É claro. Pernambuco não costuma premiar aventuras solitárias. Mas também não é um estado imune a movimentos bem organizados, sobretudo quando há voto ideológico disponível e pouca clareza na disputa pela segunda cadeira.
FARIAS ACELERA!
O secretário de Agricultura e Pesca de Goiana, Emanuel Farias, tem intensificado o trabalho no campo, acompanhando de perto o plantio de milho e reforçando o apoio aos agricultores. Com atuação presente, Farias vem se destacando pelas ações de orientação técnica e incentivo à produção rural.
ARTICULAÇÃO NO LITORAL
Um pequeno grupo de comerciantes do litoral de Goiana começa a se organizar em torno da pré-candidatura a deputado estadual de César Ramos, filho da prefeita de Igarassu, Elcione Ramos. Nos bastidores, a aposta é que ele pode se tornar peça de equilíbrio em futuras articulações no litoral norte.
FESTA DAS HEROÍNAS
A Secretaria de Turismo e Cultura de Goiana anunciou a alteração no calendário da Festa das Heroínas de Tejucupapo. De acordo com o card oficial, o evento passa a ser realizado nesta semana entre os dias 21 e 27 de abril, na Praça Maria Camarão.
MEMÓRIAS DE GOIANA
O escritor Eduardo Jorge convida para o lançamento do livro Histórias da Calçada e Outras Memórias de Goiana, no dia 23 de maio, às 10h, no IHAGGO. A obra reúne relatos sensíveis e bem construídos sobre o cotidiano e as tradições da cidade, valorizando a memória afetiva do povo goianense.
RECONHECIMENTO
O prefeito Marcílio Régio nomeou a assistente social Juliene Costa como nova gerente da UPA de Ponta de Pedras. Com experiência na rede pública, ela chega com atuação consolidada em atenção básica e urgência, reforçando a equipe da unidade. Juliene também se destaca pelo trabalho próximo à população e pela boa aceitação nos distritos.
SOCORRO, PREFEITURA!
Comerciantes dos food trucks de Goiana pedem apoio da PMG. Segundo eles, o espaço está sem estrutura e segurança. Há relatos de queda de até 80% no movimento, além de falta de banheiro e ausência de fiscalização. Resultado: clientes sumiram e permissionários começam a deixar o local.
