Após um período de impasse que colocava Pernambuco como o único estado brasileiro sem orçamento aprovado, a mobilização de gestores municipais abriu caminho para a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA), marcada para esta quinta-feira (23), na Assembleia Legislativa de Pernambuco. O movimento foi liderado pela Associação Municipalista de Pernambuco e envolveu uma série de articulações políticas entre prefeitos, deputados estaduais e o Governo do Estado.
O presidente da Amupe, Pedro Freitas, comemorou o avanço após assembleia extraordinária que definiu a ida dos prefeitos à Alepe com o objetivo de mediar o diálogo entre o Legislativo e o Executivo. Segundo ele, a definição da data para votação representa uma conquista coletiva, com impacto direto na vida da população.
A construção do entendimento passou por reuniões estratégicas com o presidente da Alepe, Álvaro Porto, além de interlocuções com a governadora Raquel Lyra. O acordo prevê o envio do projeto com um percentual de remanejamento de 20%, medida considerada essencial para viabilizar a tramitação e garantir a apreciação em plenário.
Para os municípios, a aprovação da LOA é vista como um passo fundamental para assegurar o funcionamento da máquina pública e a continuidade de serviços essenciais. Sem o orçamento, há limitações significativas na execução de políticas públicas, o que afeta diretamente áreas como saúde, educação e infraestrutura.
De acordo com Pedro Freitas, o resultado é fruto de um esforço conjunto pautado pelo diálogo e pela responsabilidade institucional. A atuação do movimento municipalista, segundo ele, foi decisiva para destravar o processo e garantir que os recursos cheguem efetivamente às cidades, beneficiando a população em todas as regiões do Estado.
