O arquivamento de um inquérito que investigava supostas irregularidades em processos licitatórios no município de Paulista reacendeu o debate sobre disputas políticas e a exposição de agentes públicos. A decisão foi tomada pelo Ministério Público Federal (MPF), que, após análise técnica e jurídica, concluiu não haver elementos suficientes para apresentação de denúncia, encerrando o caso que envolvia o ex-prefeito e atual deputado estadual Junior Matuto.
A apuração tratava de contratos firmados por meio dos Pregões nº 008/2013 e nº 014/2013, relacionados ao fornecimento de merenda escolar e à gestão de estoques da Secretaria de Saúde de Paulista. O inquérito investigava possíveis irregularidades nos certames e citava, além do parlamentar, empresas participantes dos processos. No entanto, segundo a Procuradoria da República, os elementos reunidos ao longo da investigação não sustentaram a continuidade da ação.
Em declaração pública, o deputado afirmou que a decisão reforça a legalidade de sua atuação ao longo da vida política. Segundo ele, episódios como esse fazem parte de uma trajetória marcada por acusações que, de acordo com sua avaliação, não se confirmaram. “Sempre atuei dentro da lei e sigo tranquilo quanto ao meu histórico”, afirmou, destacando que confia no sistema de Justiça.
O parlamentar também aproveitou para criticar o que considera uma prática recorrente no cenário político: o uso de denúncias como instrumento de desgaste de adversários. Para ele, esse tipo de estratégia contribui para a disseminação de informações que nem sempre se sustentam ao final das investigações, mas que acabam gerando impactos na imagem pública dos envolvidos.
O caso arquivado remonta a fatos ocorridos há mais de dez anos e, com a decisão do MPF, chega ao fim sem responsabilizações judiciais. O desfecho encerra mais um episódio jurídico envolvendo o nome de Junior Matuto, que segue exercendo seu mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
