O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na última quinta-feira (14) que recebeu com entusiasmo a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de restringir o uso de inteligência artificial envolvendo candidatos durante o período eleitoral. A declaração foi dada durante a entrega de 384 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, em Camaçari, na Bahia.
Segundo Lula, a medida anunciada pelo presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, representa um passo importante para preservar a integridade do processo democrático. O petista contou que ouviu sobre a resolução durante a posse do magistrado e classificou a iniciativa como “maravilhosa”.
A norma aprovada pela Corte Eleitoral estabelece restrições ao uso de conteúdos produzidos com inteligência artificial envolvendo candidatos nas 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas posteriores ao encerramento das eleições.
Durante o discurso, Lula também defendeu que o Congresso Nacional avance na regulamentação da inteligência artificial no país. Para o presidente, o avanço tecnológico precisa caminhar junto com mecanismos de controle que evitem manipulações e distorções no debate político.
Ao comentar o impacto da tecnologia nas campanhas eleitorais, o presidente afirmou que não pretende utilizar recursos de inteligência artificial em sua futura campanha política. Lula declarou que seria possível criar versões artificiais de sua imagem para realizar atos simultâneos em diversos estados, mas disse considerar que esse tipo de prática fere princípios de autenticidade e verdade na política.
O presidente ainda afirmou que aprendeu valores ligados à honestidade com sua mãe, Dona Lindu, e reforçou que acredita na política feita de maneira transparente e presencial. Em tom crítico, Lula afirmou que a mentira não deveria ter espaço no ambiente político e associou o uso irresponsável da tecnologia ao risco de desinformação durante as eleições.
