O deputado federal Mario Frias divulgou uma nova nota pública após repercussão envolvendo declarações contraditórias sobre o financiamento do filme Dark Horse, produção associada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar, que atua como produtor do longa-metragem, afirmou que houve apenas uma “diferença de interpretação” em relação à origem formal dos investimentos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro.
A controvérsia surgiu após declarações do senador Flávio Bolsonaro indicando que Vorcaro teria contrato para financiar a produção. Em uma publicação anterior, no entanto, Mario Frias havia afirmado que não existia “um único centavo” do empresário no filme, o que gerou questionamentos e cobranças nas redes sociais.
Na nova manifestação, Frias explicou que o Banco Master e Daniel Vorcaro nunca apareceram formalmente como investidores diretos da obra. Segundo ele, o vínculo jurídico foi firmado com a empresa Entre, classificada pelo deputado como uma pessoa jurídica distinta. O parlamentar também negou qualquer participação societária de Flávio Bolsonaro ou do deputado Eduardo Bolsonaro na produção cinematográfica ou em estruturas ligadas ao projeto.
Mario Frias ressaltou ainda que Dark Horse foi desenvolvido exclusivamente com recursos privados, sem utilização de dinheiro público. Em outra publicação feita nas redes sociais, o deputado afirmou que investidores demonstravam receio de sofrer perseguições políticas por apoiarem o longa-metragem.
No texto, o parlamentar também criticou setores da direita que, segundo ele, estariam tentando desgastar a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Para Frias, as acusações envolvendo o financiamento do filme teriam sido ampliadas por adversários políticos e exploradas pela esquerda.
A discussão ganhou ainda mais repercussão após a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, informar que Daniel Vorcaro teria repassado cerca de R$ 62 milhões para a produção. Diante das revelações, Flávio Bolsonaro afirmou publicamente que conheceu o banqueiro no fim de 2024, quando ele ainda não enfrentava acusações públicas, e confirmou a existência de contrato para o financiamento do filme.
Segundo o senador, o empresário deixou de cumprir parcelas previstas no acordo, colocando em risco a conclusão do projeto. Flávio declarou que a equipe precisou buscar novos investidores para evitar a paralisação definitiva da produção.
Mesmo após o esclarecimento apresentado por Mario Frias, o caso segue repercutindo nos bastidores políticos e alimentando debates sobre financiamento privado de produções audiovisuais ligadas a figuras públicas e projetos políticos no Brasil.
