Integrantes da pré-campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentou mudar o foco da repercussão envolvendo sua troca de mensagens com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca.
Nos bastidores, aliados de Lula decidiram evitar ampliar a repercussão do encontro e pretendem manter o foco político nas revelações sobre a relação entre o senador e o banqueiro. Ainda assim, a repercussão da agenda em Washington vem sendo monitorada pelo núcleo petista.
Segundo integrantes da pré-campanha, a reunião foi vista como uma ação voltada principalmente ao público bolsonarista nas redes sociais. Petistas afirmam que o encontro teve mais impacto simbólico do que prático, destacando que não houve anúncio concreto após a conversa entre Flávio e Trump.
Outro ponto criticado por aliados do governo foi a presença de Eduardo Bolsonaro em registros do encontro. Para integrantes do PT, a imagem reforça o vínculo do grupo político com o discurso mais radical da direita e enfraquece tentativas de Flávio de adotar uma postura moderada.
Desde a divulgação das conversas envolvendo Daniel Vorcaro, o PT intensificou a estratégia de confronto digital contra o senador, explorando supostas contradições sobre sua relação com o empresário.
Após o encontro, Flávio Bolsonaro afirmou que pediu a Donald Trump que os Estados Unidos classifiquem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O senador também declarou que a reunião representa um reconhecimento internacional de sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026.
