O filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, teve sua primeira exibição pública na última segunda-feira (15), durante a “Fraud-Fighter Summit”, evento conservador realizado em Las Vegas, nos Estados Unidos. Ainda não há previsão de lançamento da produção no Brasil.
Durante o encontro, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro participou de um painel e afirmou que o longa foi produzido em inglês para alcançar o público internacional. Segundo ele, a estratégia busca ampliar o alcance da obra e dificultar eventuais tentativas de impedir sua divulgação. Eduardo também relembrou que uma ação movida pelo PT para barrar a exibição do filme antes das eleições de 2026 foi rejeitada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.
O financiamento do longa voltou a chamar atenção após reportagens do portal The Intercept apontarem que o banqueiro Daniel Vorcaro teria investido cerca de US$ 10,6 milhões na produção entre fevereiro e maio de 2025. As informações foram baseadas em conversas atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro, nas quais o parlamentar tratava do patrocínio do projeto.
Em resposta, Flávio Bolsonaro afirmou que os recursos utilizados são privados e destinados a uma produção igualmente privada, sem uso de incentivos da Lei Rouanet. O senador também declarou que sua relação com Vorcaro ocorreu exclusivamente em razão do filme e classificou o investimento como uma negociação entre particulares.
