O deputado estadual Joel da Harpa, presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Pernambuco, tem colocado o reforço do policiamento no Interior entre os principais desafios que deverão enfrentar o próximo governo estadual a partir de 2027. Em agendas no Agreste, Sertão e Zona da Mata, o parlamentar vem ouvindo policiais, bombeiros, representantes da Polícia Civil e lideranças locais para mapear gargalos que, segundo ele, comprometem a capacidade de resposta das forças de segurança fora da Região Metropolitana.
A avaliação de Joel é que o crescimento populacional e a expansão de ocorrências em cidades do Interior não foram acompanhados, na mesma proporção, pela reposição de efetivo. Para o deputado, a resposta passa pela abertura de novos concursos, nomeação de profissionais e valorização de quem atua diariamente nas ruas, delegacias, batalhões e unidades operacionais.
“Quem percorre Pernambuco e conversa com os policiais sabe que é preciso investir cada vez mais no efetivo. Há municípios onde o número de profissionais não acompanha o crescimento da população e da criminalidade. Sem valorização e sem reposição do efetivo, fica cada vez mais difícil prestar o serviço que a população merece”, afirmou.
O parlamentar sustenta que o debate não pode ficar restrito à estrutura das grandes cidades. Na leitura de Joel, fortalecer a presença policial nas regiões mais distantes é uma medida necessária para reduzir a criminalidade, melhorar o atendimento à população e evitar que municípios do Agreste, Sertão e Zona da Mata permaneçam com contingentes insuficientes diante das demandas locais.
“O policial do Interior precisa ser ouvido. Tenho feito isso em cada viagem que realizo pelo Estado. Escuto a tropa, conheço a realidade de cada região e levo essas demandas para o debate na Alepe. Precisamos olhar para o Interior com prioridade, porque segurança pública se faz com planejamento, efetivo e valorização dos profissionais”, concluiu.
A fala de Joel da Harpa reforça uma pauta que tende a ganhar espaço no debate eleitoral de 2026: enquanto o Estado projeta o próximo ciclo de governo, a segurança pública no Interior volta a cobrar mais presença, estrutura e planejamento — não apenas discursos de ocasião.
