A educação de Goiana ganhou um novo marco nesta quinta, 09, com a sanção da Lei Municipal nº 2.854/2026, que institui a Política Municipal de Educação Integral em Escolas de Tempo Integral da rede pública. A legislação, sancionada pelo prefeito Marcílio Régio, estabelece a implantação gradual do modelo e prevê jornada mínima de sete horas diárias, totalizando 35 horas semanais para os estudantes.
Em entrevista ao Radar Político365, o secretário de Educação e vereador licenciado Carlos Viegas Júnior classificou a medida como uma das principais conquistas da atual gestão. Segundo ele, o objetivo não é apenas ampliar o período de permanência dos alunos nas unidades, mas estruturar uma formação mais ampla, com esporte, cultura, lazer e práticas pedagógicas integradas.
A política já está em funcionamento nas escolas Maria Armeli e Janete Valença, em Ponta de Pedras. A previsão é que o modelo também seja implantado nas escolas Belisana Pinto de Abreu e Sinira, avançando gradualmente para outras unidades da rede municipal.
A nova legislação também estabelece valorização para os profissionais da educação que aderirem ao regime integral. De acordo com o secretário, os incrementos financeiros poderão chegar a 40% ou 60%, conforme a situação funcional de cada servidor. A lei ainda prevê que o professor que optar pelo modelo permaneça integralmente vinculado à unidade, fortalecendo a relação com estudantes, famílias e a comunidade escolar.
“Não queremos apenas estender o horário. Queremos uma educação integral, com mais esporte, cultura, lazer e práticas educativas. É a escola do presente e do futuro”, afirmou Carlos Viegas Júnior.
A proposta foi construída com participação do Conselho Municipal de Educação, Conselho de Alimentação Escolar, Conselho do Fundeb e Sindicato dos Profissionais da Educação de Goiana. A expectativa da gestão é que a nova política contribua para melhorar os indicadores da rede, especialmente o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb.
Ao comentar as críticas registradas no início do ano letivo, o secretário afirmou que o atraso ocorreu diante da necessidade de cumprir decisão judicial sobre a contratação de professores. Segundo Viegas, a seleção simplificada foi realizada após determinação da Justiça e regularizou os contratos temporários da rede municipal.
Ele reconheceu que escolas ainda enfrentam desafios de infraestrutura, sobretudo em prédios antigos e redes elétricas defasadas, mas afirmou que a gestão pretende ampliar investimentos no setor. “Investimento em educação não é despesa. É um retorno garantido, porque plantar na educação é colher um futuro melhor para Goiana”, concluiu.

